Passeios semanais a livrarias são programas obrigatórios para mim, pois não há coisa que eu mais ame (opa, há sim, mas não temos ainda a seção "Sexo" aqui n'Os Bloguistas) que os livros. E cada vez mais as pessoas descobrem nas livrarias espaços de diversão, contrariando a aversão incutida em nossas cabecinhas quando no Ensino Fundamental (na minha época, Primeiro Grau) enfiavam-nos Coleção Vagalume goela abaixo e, no Segundo Grau (ou atual Ensino Médio), nos castigavam com Aluísio Azevedo, Machado de Assis e congêneres (que apenas descobrimos gênios mais tarde, quando descobrimos, não é?). Vejo hoje gente de todas as idades e com diferentes níveis culturais se embrenhando nas veredas às vezes tranqüilas, às vezes turbulentas da literatura. Com muito gosto vejo essa [r]evolução nos brasileiros, que ainda lemos tão pouco (em média 1,8 livros por ano, menos da metade dos EUA e da Europa. Num ranking de 30 países, ficamos em 27º em leitura, enquanto a Argentina, aqui do ladinho, ficou em 18º*).Independente da leitura, antes duas horas de Dan Brown por dia do que cinco de novela das 8. Antes 1 horinha de monges executivos subindo o monte Everest do que mais de 4 horas de Faustão aos domingos. Torço que os bons ventos da literatura sejam cada vez mais possantes, que as editoras antigas possam renovar seus catálogos, melhorar e reduzir o preço dos livros (o que ainda é um revés na hora da decisão de compra para a maioria das pessoas) e as editoras pequenas possam ousar mais e trazer para nós a verdadeira literatura. Pode ter best seller, mas que sejam good best sellers.
E por falar em best seller, há um livro com esse nome, que parece bem engraçado. História de um pai que resolve se matar e deixar 5 milhões de libras pro filho que não é muito afeito ao trabalho, mas com uma condição: que ele escreva um livro sobre o pai milionário e transforme o livro num best seller. Fica a dica: Best Seller, de Will Rhode.Abr@ço
Peterso Rissatti
*Fonte: Folha de São Paulo
Foto superior: Revista eletrônica Sagarana.


