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domingo, 16 de setembro de 2007

Direitos Aurorais em Tempos de Internet


Um dia desses estive fazendo uma visita a um blog cujo post da vez era um protesto indignado, embora totalmente cabível, sobre cópias não autorizadas de elementos autorais em sites da Internet.

Infelizmente, o protesto da menina não é uma voz solitária clamando no deserto – a cada dia, a exemplo do que ocorre na vida real, o “Pixelworld” vem sendo invadido pelos assaltos à propriedade intelectual. O fato de ser uma pirataria virtual não torna essa modalidade de bandalheira menos criminosa; porém, tendo em vista que os crimes cometidos na Internet ainda não possuem legislação específica, por serem um fenômeno relativamente recente, os casos de plágios virtuais continuam a se proliferar desenfreadamente.

Mas o que é exatamente o direito autoral? O direito de autor tem por objetivo garantir ao autor uma participação financeira e uma moral em troca da utilização da obra que criou. Na prática, o que se protege são as obras e não os autores. É desta forma que eles, os autores, se tornam beneficiários dessa proteção. O registro de obra intelectual é meramente facultativo, voluntário, mas pode servir como prova de anterioridade em relação à obra idêntica publicada por terceiros sem autorização.

O autor tem, sobre sua obra, direitos morais e patrimoniais. A legislação que ampara os autores convencionais é extensiva às publicações virtuais, e prevê distingue claramente os casos de plágios daqueles que não constituem ofensa ou violação da propriedade intelectual individual. O registro é feito no Escritório de Registro de Direitos Autorais vinculado à Biblioteca Nacional. Há algumas formalidades a seguir, nenhuma que seja particularmente difícil. A obra será aceita para registro mesmo sem que esteja publicada, bastando que seja encadernada em uma das modalidades de encadernação que o Escritório aceita (pode ser capa de plástico e espiral). Pode-se fazer o registro através do Site da Biblioteca Nacional (http://www.bn.br/site/default.htm), ou da biblioteca de sua cidade que for conveniada com a Biblioteca Nacional para efeito de Direitos Autorais. Qualquer outro local pode ser suspeito de tentar manipular o autor para alguma finalidade duvidosa.

Para maiores esclarecimentos existem alguns sites bastante úteis, entre os quais:




Além do registro do direito autoral, um grande passo na regulamentação da propriedade intelectual digital foi a criação do Creative Commons, uma espécie de licença digital na qual você define os tipos de utilização que terceiros podem dar à sua obra. Eu mesma aderi à idéia - que quiser conferir pode visitar o link ou dar uma olhada no meu blog pessoal, para ter uma noção melhor do que significa.

E é isso. Já que, no mundo real, os ladrões permanecem dominando a situação – inclusive nas instâncias mais supremas do poder e da democracia nacional – tentemos fazer com que, ao menos no mundo virtual, a roubalheira intelectual tenha o castigo que merece...


Beijos a todos!


segunda-feira, 3 de setembro de 2007

The Project Gutenberg - Cultura Real no Mundo Virtual


Vivo garimpando preciosidades na Internet. O site Project Gutenberg me foi indicado por um amigo e virou um dos meus points virtuais preferidos desde então. Trata-se de uma biblioteca virtual que conta com mais de 20.000 títulos para download gratuito - entre os quais, obras de autores consagrados como Dante Alighieri, Herman Melville, Balzac, Conan Doyle e Victor Hugo, disponíveis em idiomas distintos e edições constantemente atualizadas.


O site é mantido por voluntários, parceiros, afiliados e fundações, e a interface apresenta ferramentas de fácil navegação, permitindo que se encontre o que se deseja em poucos segundos. Além dos títulos free, a biblioteca possui cerca de 100.000 0bras liberadas para download mediante valores diversificados - em geral, mais em conta do que nas livrarias, sejam estas reais ou virtuais. Para os aficcionados por livros é um excelente achado. Para os nem tão apaixonados, também - afinal, em se tratando de leitura, o hábito faz o monge...


Fica a dica. Quer saber mais? Visite o Project Gutenberg. A gente se encontra lá para um café...


Abraços!