
Nesse contexto Cristoffer abraça um papel sem ter nenhuma informação básica sobre o personagem - quando começa nem sequer sabe o nome do grande chefe e se vê totalmente perdido em conflitos que vão desde o ódio que alguns dos gerentes manifestam de imediato – o que acaba em alguns bons sopapos – até uma proposta de casamento feita via e-mail que ele, sem saber do que se trata, acaba confirmando. É nessa trama que Von Trier descarrega sua metralhadora giratória crítica. Ele contesta o modo como os atores se comportam no que diz respeito a construção do personagem. Isso fica evidente pois Cristtofer acaba se envolvendo mais do que lhe fora exigido.
Reafirmando a máxima hitchcockiana: “Ator é gado”, o dinamarquês de 51 anos que foi junto com Thomas Vinterberg um dos fundadores do manifesto Dogma 95 traz reflexões sobre o cinema moderno. Seu cinema é cru, sem planos sensacionais e sem todo o glamour do meio, o que ajudou Von Trier a dispensar o diretor de fotografia e tornar os planos não tão trativos para os olhos. Porem, trabalhando sempre com temáticas que mexem com o espectador das mais diversas formas acaba por transformar a tela em uma janela onde a luz da hipocrisia não passa e sempre se tem lugar pra uma cutucada a mais em uma sociedade que Lars Von Trier parece abominar cada dia mais.
Thiago Lira
2 comentários:
Lars von Trier é sempre sensacional!
Flavia, Tiago, Thiago e Peterso...
Vida longa aos bloguistas!!!!
Parabéns e bons escritos!
Beijucas
;)
PS: Adoro Von Trier!
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